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Coqueluche ou pneumonia? Médica explica como diferenciar sintomas.

        É fundamental saber diferenciar as duas doenças. — Foto/Reprodução/freepik.

Coqueluche ou pneumonia? Médica explica como diferenciar sintomas.
Publicado no Conexão Notícia Atualizado em 26.novembro.2024. 

Grupos no WhatsApp Confira os principais sintomas da coqueluche, doença que voltou a preocupar o mundo, e saiba diferenciá-los da pneumonia. 
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O mundo está em alerta com o aumento dos casos de coqueluche. No primeiro semestre de 2024, diversos países registraram um crescimento significativo de pacientes diagnosticados com a doença, e o problema também gera preocupação para os Jogos Olímpicos de Paris.

O Ministério da Saúde do Brasil emitiu duas notas técnicas na última semana alertando tanto os atletas quanto os turistas que se preparam para ir às competições na França a reforçarem seus esquemas de vacinação.

Além da coqueluche, outra doença que merece atenção é a pneumonia, causada pela bactéria Mycoplasma pneumoniae. 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que, em São Paulo, de janeiro a abril deste ano, foram registrados 25.981 atendimentos e 28.703 internações causadas pela enfermidade. 
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Diante do aumento dos casos, é fundamental saber diferenciar as duas doenças para garantir o diagnóstico correto e tratamento adequado.

Coqueluche x pneumonia

A médica infectologista Eliana Bicudo, da Sociedade Brasileira de Infectologia do DF, explica que a coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível e causada pela bactéria Bordetella pertussis, que está presente em todo o mundo. É conhecida por causar tosse intensa e prolongada, especialmente em crianças.

A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto do doente com uma pessoa não vacinada por meio de gotículas eliminadas por tosse, espirro ou até mesmo ao falar.

Já a pneumonia é uma infecção dos pequenos sacos de ar (alvéolos) do pulmão e tecidos circundantes. Pode ser causada por diferentes microrganismos, incluindo bactérias, vírus, micobactérias, fungos e parasitas.
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A doença apresenta sintomas como febre alta, dor no peito e dificuldade para respirar, e é uma das causas mais comuns de morte no mundo.

Como diferenciar?

“A coqueluche causa febre que não é tão alta, dor de garganta e tosse, porque se desenvolve uma traqueíte (inflamação da traqueia) e bronquite. 

O principal sintoma é a tosse seca, persistente e irritante que pode durar duas, três semanas”, explica a médica infectologista.

Já a pneumonia é uma doença que causa febre alta e dor no corpo. A tosse também existe, porém é considerada produtiva, com presença de catarro e expectoração.

O comprometimento pulmonar causado pelo pneumococcus pode levar à insuficiência respiratória. O pulmão adoece e não consegue fazer as trocas gasosas de forma adequada, o que não acontece na coqueluche. Se não for tratado, pode ser fatal”, complementa.
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Eliana explica que a tosse da coqueluche é totalmente característica. “É uma tosse metálica, persistente, em que o paciente chega a ficar roxo de tanto tossir. É totalmente diferente da pneumonia e é fácil fazer esse diagnóstico diferencial”, afirma.

Diagnósticos

O diagnóstico da coqueluche em estágios iniciais é difícil, pois os sintomas podem parecer os causados por resfriados ou até mesmo outras doenças respiratórias. 

A tosse seca é um forte indicativo da condição, mas o médico pode pedir coleta de material de nasofaringe para análise e confirmação da infecção.

No caso da pneumonia, o diagnóstico começa com o médico analisando o histórico do paciente, incluindo a ocorrência anterior de outras enfermidades relacionadas ao trato respiratório.

Também é realizado exame clínico, que consiste em ouvir o pulmão para verificar se há algum ruído que sugira a incidência de pneumonia. Caso exista suspeita da doença, pode ser feito o raio-x de pulmão, que permite confirmar, determinar o local e a extensão da infecção.
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Vacinação

A forma mais eficaz de evitar a coqueluche é pela imunização. A vacina é fornecida para crianças de 2, 4 e 6 meses de idade e precisa do reforço aos 15 meses e 4 anos de idade na população pediátrica.

Mulheres grávidas também devem tomar a vacina contra coqueluche e podem ser imunizadas a partir da 20ª semana de gestação.

A vacinação visa estimular a produção de anticorpos na mãe, que serão transferidos para o bebê. A partir do nascimento, esse bebê vai estar protegido até os dois meses de idade, quando vai começar o seu esquema vacinal. 

Os profissionais de saúde também têm indicação de se vacinar”, ensina o infectologista André Bon, do Exame Medicina Diagnóstica, da rede Dasa no DF.

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As informações são do MiEiTiRiÓiPiOiLiEiS.

Edição Geral: CN.

Divulgação do CN - Conexão Notícia.
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